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Lula diz que pediu estudo sobre aviação e tarifas cobradas por aéreas: ‘Por que a passagem é tão cara?’

Presidente afirmou que já falou com o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, sobre situação. ‘Muitas vezes é mais barato viajar de Brasília a Miami ou de São Paulo a Miami do que viajar de um estado brasileiro para outro estado’, disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (3), em entrevista com rádios da região amazônica, que quer discutir as tarifas cobradas pelas empresas aéreas.

“Nós vamos chamar as empresas de aviação para discutir o que está acontecendo de verdade na aviação brasileira”. Quero discutir com as empresas. Por que não tem aviões regionais? Por que a passagem é tão cara?”, disse.
A declaração do presidente foi em resposta a um questionamento sobre preços de passagens aéreas e voos que o estado de Rondônia perdeu. Lula relatou que há duas semanas conversou com o ministro dos Portos e Aeroportos, Márcio França, e pediu um estudo sobre aviação.

“Nós temos um problema que não tem explicação. Tem dia que você paga uma passagem São Paulo-Rio, R$ 3 mil, R$ 4 mil. Se você comprar com três meses de antecedência, você paga R$ 200. Muitas vezes é mais barato viajar de Brasília a Miami ou de São Paulo a Miami do que viajar de um estado brasileiro para outro estado”, disse.

Lula afirmou que espera o estudo do ministério de Portos e Aeroportos, que França ficou de conversar com a Agência Nacional de Aviação (Anac), e que as empresas serão chamadas para discutir o tema.

“Jogam sempre a culpa no querosene. O querosene no governo anterior aumentou 121%, mas no nosso governo já caiu 32%”, disse.

“Você pode ter aviões menores que façam voos regionais para garantir ao povo brasileiro o direito de ir e vir more ele onde morar. É inexplicável que a gente não tenha voo diário de capital para capital.”

“Por que é tão cara a passagem dentro do Brasil?”, continuou.
“Esse é um dos compromissos meus: discutir a questão da passagem aérea, discutir a questão da quantidade de voos que temos de cidade para cidade para que a gente possa normalizar o fluxo das viagens de aviões pelo Brasil.”