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Universal vs Disney: atrações e experiências temáticas

Lucio Fernandes Winck

O CEO Lucio Winck explica que enquanto a Disney se concentra na magia e na nostalgia, a Universal investe em narrativas imersivas e tecnologias avançadas que fazem os visitantes sentirem-se parte do filme. A combinação de simuladores de alta precisão, projeções mapeadas e efeitos práticos resulta em atrações que desafiam os sentidos e tornam cada visita única.

A Universal conta com experiências mais voltadas para um público jovem-adulto e fãs de ação, como as atrações The Wizarding World of Harry Potter e Jurassic World VelociCoaster, que conquista um público que busca emoção e inovação sem depender exclusivamente da fantasia infantil, como acontece na maioria das atrações da Disney, que tem as crianças como principal público alvo.

Como as franquias influenciam a competição entre os parques?

As franquias definem não apenas o público-alvo, mas também a forma como as experiências são criadas e promovidas, como comenta o CEO Lucio Winck. A força de uma franquia influencia diretamente as estratégias de marketing, impulsionando desde campanhas publicitárias até o licenciamento de produtos exclusivos. A competitividade entre os parques se intensifica à medida que cada um busca novas propriedades intelectuais para expandir suas ofertas, atraindo tanto fãs de longa data quanto novas gerações.

Lucio Fernandes Winck
Lucio Fernandes Winck

Enquanto a Disney se apoia em suas animações clássicas e no universo da Marvel, Star Wars e Pixar, criando áreas temáticas icônicas, como Toy Story Land e Avengers Campus, a Universal aposta em estruturas que exploram um tom mais realista e cinematográfico, explica o CEO Lucio Winck, dando vida aos universos de Harry Potter, Jurassic Park e Velozes e Furiosos, por exemplo.

Tecnologia e inovação fazem a diferença na disputa?

Ambos os parques investem fortemente em inovação para elevar o nível de suas experiências. A Disney aposta em tecnologia de animatrônicos extremamente realistas, que interagem com os visitantes. Já a Universal se destaca pelo uso de projeções mapeadas e simuladores que criam a sensação de estar dentro dos filmes, como ocorre na atração The Amazing Adventures of Spider-Man.

Outra grande diferença está na forma como cada parque utiliza a realidade virtual e aumentada. A Disney tem explorado a integração de aplicativos e experiências digitais dentro dos parques, como o MagicBand+, que permite interações personalizadas. A Universal, por outro lado, utiliza essas tecnologias dentro das próprias atrações, garantindo que cada visitante tenha uma experiência única baseada em efeitos visuais e físicos avançados.

A evolução das experiências imersivas

A disputa entre Universal e Disney impulsiona constantes melhorias na criação de atrações temáticas, conclui o CEO Lucio Winck. A Disney mantém sua força com histórias clássicas e um público fiel, enquanto a Universal cresce ao investir em novas tecnologias e franquias que atendem a uma demanda diversificada. A rivalidade beneficia os visitantes, que sempre encontram novidades e inovações nas atrações.

Essa discussão não afeta apenas os parques da Disney e da Universal, mas também influencia o setor como um todo, forçando outros parques temáticos a investirem em tecnologia para se manterem competitivos. É um movimento que impulsiona a evolução do entretenimento, tornando as atrações mais sofisticadas e diversificadas, o que beneficia diretamente o público.

Autor: Anahid Velazquez