Como comenta o empresário Sergio Bento de Araujo, a tecnologia com propósito tem ganhado espaço nas discussões sobre inovação, gestão e desenvolvimento social, ao propor um uso mais consciente e estratégico das ferramentas digitais. Em vez de adotar soluções apenas pela eficiência operacional ou pela redução de custos, esse conceito coloca o ser humano no centro das decisões, buscando equilíbrio entre desempenho, ética e impacto social. Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser um fim em si mesma e passa a ser um meio para melhorar processos sem desumanizar relações.
Entenda por que eficiência e humanidade não são opostas, mas complementares quando há propósito.
Como a tecnologia com propósito redefine a eficiência nos processos?
Conforme Sergio Bento de Araujo, a tecnologia com propósito redefine a noção de eficiência ao ampliar o foco além de indicadores técnicos. Em vez de medir sucesso apenas por velocidade ou produtividade, esse modelo considera também a qualidade das interações, a clareza dos processos e o impacto gerado nas pessoas envolvidas. A eficiência passa a ser compreendida como a capacidade de entregar resultados sem comprometer relações humanas.

No ambiente corporativo, isso se traduz em sistemas que facilitam o trabalho, reduzem retrabalho e apoiam a tomada de decisão, sem sobrecarregar equipes ou criar dependência excessiva de automações. Ferramentas bem implementadas tornam o dia a dia mais fluido, permitindo que profissionais dediquem tempo a atividades estratégicas, criativas e analíticas.
De que forma o fator humano deve orientar a inovação tecnológica?
O fator humano é elemento central em qualquer processo de inovação sustentável. Tecnologias desenvolvidas sem considerar comportamentos, necessidades e limitações humanas tendem a gerar resistência, uso inadequado ou exclusão. Por isso, compreender quem utiliza as ferramentas é tão importante quanto dominar os recursos técnicos.
Ao orientar a inovação pelo olhar humano, as organizações conseguem criar soluções mais acessíveis, intuitivas e eficazes. Segundo o empresário Sergio Bento de Araujo, as interfaces simples, fluxos claros e suporte adequado são exemplos de como a tecnologia pode facilitar a vida das pessoas em vez de criar novas barreiras.
Além disso, valorizar o fator humano significa reconhecer que competências como empatia, pensamento crítico e criatividade não podem ser automatizadas. A tecnologia deve potencializar essas habilidades, liberando tempo e energia para aquilo que exige sensibilidade, julgamento e relacionamento interpessoal.
Quais são os impactos sociais de uma tecnologia orientada por propósito?
Quando a tecnologia é orientada por propósito, seus impactos sociais tendem a ser mais positivos e duradouros. Na educação, por exemplo, ferramentas digitais podem ampliar o acesso ao conhecimento sem substituir o papel do educador, fortalecendo a mediação pedagógica e o vínculo com os alunos.
Na área da saúde, soluções tecnológicas bem direcionadas contribuem para diagnósticos mais precisos, gestão eficiente de dados e melhoria no atendimento, sem perder de vista o cuidado humanizado. O mesmo ocorre em políticas públicas, nas quais a tecnologia pode ampliar transparência e acesso a serviços essenciais.
Por outro lado, a ausência de propósito pode aprofundar desigualdades, gerar exclusão digital e comprometer relações sociais. Por isso, como destaca Sergio Bento de Araujo, refletir sobre impactos sociais não é um complemento, mas uma etapa essencial no planejamento e na implementação de qualquer inovação tecnológica.
Autor: Anahid Velazquez

