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Perdendo o equilíbrio: quando a tontura é um sinal de alerta para a sua saúde neurológica?

Dayse Ketren Souza

Sentir tontura ocasionalmente é algo comum e, na maioria das vezes, não representa um problema grave, conforme explica a Dra. Dayse Ketren Souza. No entanto, quando esse sintoma se torna frequente ou vem acompanhado de outros sinais preocupantes, pode indicar questões neurológicas mais sérias. O equilíbrio do corpo depende da interação entre o cérebro, o ouvido interno e o sistema nervoso. Qualquer falha nesse mecanismo pode causar instabilidade e afetar a qualidade de vida. 

A seguir, vamos explorar as causas neurológicas das tonturas e quando é necessário procurar um neurologista.

Quais são as principais causas neurológicas das tonturas?

Tonturas frequentes podem estar relacionadas a distúrbios no sistema nervoso central, afetando o funcionamento do cérebro e da medula espinhal. Doenças como enxaqueca vestibular, esclerose múltipla e acidente vascular cerebral (AVC) podem provocar episódios recorrentes de tontura e desequilíbrio. Além disso, lesões cerebrais e neuropatias periféricas também podem comprometer a coordenação motora e a percepção espacial, intensificando a sensação de vertigem.

Outro fator importante que Dayse Ketren Souza ressalta é o comprometimento do cerebelo, região do cérebro responsável pelo equilíbrio e controle dos movimentos. Quando há alterações nessa área, o paciente pode sentir tontura constante, além de dificuldades na locomoção. Problemas como tumores, infecções e doenças degenerativas também podem afetar essa função, tornando então essencial uma avaliação médica detalhada.

Quando a tontura pode indicar algo mais sério?

Embora algumas tonturas sejam passageiras, certos sinais indicam a necessidade de atenção médica imediata. Se a tontura vier acompanhada de visão dupla, dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo ou desmaios, pode ser um sintoma de um problema neurológico grave, como um AVC. Nesses casos, a busca por atendimento médico deve ser imediata para evitar complicações mais sérias.

Dayse Ketren Souza
Dayse Ketren Souza

Além do mais, quando a tontura é persistente e interfere nas atividades diárias, pode estar relacionada a doenças neurológicas progressivas. Se houver episódios frequentes de desequilíbrio, sensação de cabeça vazia ou quedas sem explicação, um neurologista deve ser consultado. O diagnóstico precoce pode fazer a diferença no tratamento e na qualidade de vida do paciente, conforme pontua a Dra. Dayse Ketren Souza. 

Quais exames um neurologista pode solicitar?

Para identificar a causa das tonturas, o neurologista pode solicitar exames específicos que avaliam o funcionamento do sistema nervoso. A ressonância magnética e a tomografia computadorizada são frequentemente utilizadas para detectar lesões cerebrais, tumores ou sinais de doenças degenerativas. Segundo Dayse Ketren Souza, esses exames ajudam a descartar condições mais graves e direcionar o tratamento adequado.

Testes vestibulares e eletroneuromiografia podem ser indicados para avaliar o equilíbrio e o funcionamento dos nervos periféricos. Dependendo do caso, exames laboratoriais também podem ser solicitados para investigar deficiências nutricionais ou alterações metabólicas que possam estar contribuindo para os sintomas. Logo, um diagnóstico preciso é essencial para um tratamento eficaz.

Conclusão: quando procurar um neurologista?

Em suma, a Dra. Dayse Ketren Souza conclui que se as tonturas forem frequentes, intensas ou acompanhadas de outros sintomas neurológicos, procurar um especialista é fundamental. O neurologista pode identificar a causa do problema e indicar o melhor tratamento para evitar complicações. Portanto, não ignore sinais persistentes, pois a intervenção precoce pode melhorar a qualidade de vida e prevenir condições mais graves.

Autor: Anahid Velazquez

Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital